quinta-feira, 26 de julho de 2012

Em uma outra vida, eu faria você ficar....

Já se passaram 8 meses, quase 9.... Ainda não esqueci a sua voz, nem o seu sorriso. As vezes lembro daquele dia no meu quarto vendo as fotos do casamento enquanto você gargalhava e perguntava: Pra que???
Já não tenho mais medo de esquecer, por que sei que nunca vou...
Não deixei de pensar em você um dia sequer, mas faz tempo que não te vejo em meus sonhos....
Algumas músicas me fazem pensar em você.
Saudade sem fim....

The One That Got Away

Katy Perry

Summer after high school when
We first met
We'd make out in your Mustang
To Radiohead
And on my eighteen birthday
We got matching tattoos
Used to steal your parents' liquor and
Climb to the roof
Talk about our future like we had
A clue
Never planned that one day
I'd be losing you
In another life, I would be your girl
We'd keep all our promises, be us
Against the world
In another life, I would make you stay
So I don't have to say you were
The one that got away
The one that got away
I was June and you were my
Johnny Cash
Never one without the other,
We made a pact
Sometimes when I miss you
I put those records on
Someone said you had your
Tattoo removed
Saw you downtown, singing the blues
It's time to face the music
I'm no longer your muse
In another life, I would be your girl
We'd keep all our promises, be us
Against the world
In another life, I would make you stay
So I don't have to say you were the
One that got away
The one that got away
The one
The one
The one
The one that got away
All this money can't buy me
A time machine, no
Can't replace you with a
Million rings, no
I should have told you what you
Meant to me, whoa
'Cause now I pay the price
In another life, I would be your girl
We'd keep all our promises, be us
Against the world
In another life, I would make you stay
So I don't have to say you were the
One that got away
The one that got away
The one (the one)
The one (the one)
The one (the one)
In another life, I would make you stay
So I don't have to say you were the
One that got away
The one that got away

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O início

Fiz este blog já faz um tempo, e durante esses meses ensaiei diversas vezes para começar a escrever. Sempre gostei de escrever, mas a motivação veio mesmo quando meu amado primo ficou doente. Ele se foi em novembro de 2011, um mês depois de eu ter criado o blog. De lá para cá eu escrevi e apaguei diversas vezes, reflexo talvez, da vontade de apagar e poder reescrever o que aconteceu.
Hoje mesmo, assim como todos os dias desde que ele se foi, eu estava pensando nele. É impressionante como todas as lições de vida que eu tenho vem até mim através dele. Não sei por que me lembrei daquela frase: "Aprendemos pelo amor ou pela dor". E pensando nesta frase eu conclui que para aprender pelo amor é preciso antes passar pela dor. Pelo menos para mim e para minha família foi assim. Somos hoje mais unidos, mais carinhosos, mais humanos e mais tristes. Mas somos melhores. Hoje eu enxergo que vivi tanto tempo na incosciência. Eu sempre os amei e eles sempre me amaram, mas nunca percebi o quanto precisava deles. A gente não percebe... Os dias passam, e a gente sabe que as pessoas que amamos estão lá. Não fazemos questão de falar todos os dias, de ir em todos os eventos, de fazer um carinho, afinal de contas temos todo o tempo do mundo para fazer isso. Até que um dia a vida vem e te dá um soco na cara, daqueles que você não sabe por que e nem da onde veio. Eu olho para trás e as vezes eu nem acredito. Sinto tristeza por ter acreditado que ele ficaria bom, que Deus não poderia tirar uma criatura tão maravilhosa daqui, afinal precisamos demais de pessoas assim neste mundo idiota em que vivemos. Eu argumentava assim com Deus e tinha certeza que Ele sabia disso e seria muito legal deixando ele aqui com a gente. Argumentava também que era a forma mais perfeita de provar a Sua existência, por que só um milagre poderia salvá-lo. Mas não foi assim que aconteceu. Deus não fez nada, absolutamente nada, e eu não podia acreditar. Enfim, um dia ele se foi, e levou com ele toda a fé que eu tinha.
A única coisa em que consigo acreditar agora é que há um outro lugar e que quando deixamos este mundo vamos para lá. Confesso que há uma necessidade enorme de acreditar nisso, eu realmente preciso pensar que este lugar existe e que ele está lá com o seu sorriso iluminado fazendo bem a tantos espíritos, assim como fazia e ainda faz aqui na terra. Quando você não tem mais nada, é preciso encontrar algo para que faça sentido continuar aqui. E no fundo que eu ainda acredito em Deus. Mas é um Deus muito diferente daquele que eu acreditava antes. Hoje eu sei que Deus existe e que Ele permite que coisas ruins nos aconteçam, mas Ele não nos deixa desamparados, basta apenas saber enxergar. Penso muito como Ele preparou meus tios para essa perda, quando há sete anos atrás colocou uma criança desamparada em suas vidas. Hoje ela é a motivação para que eles se levantem e lutem todos os dias, mesmo que a tristeza insista em machucar. No dia em que meu primo se foi, minha tia foi visitá-lo na UTI e quando viu seu sofrimento, disse para Deus que se fosse para ele sofrer que Ele poderia levá-lo. Minutos depois ele se foi. Como não acreditar que ele só estava ali por causa do nosso sofrimento? Como não acreditar que ele estava apenas esperando a autorização da mãe para partir? É o mistério da vida, e cada um de nós somos preciosos e especiais. Cada um com seus medos, com suas incertezas, com a sua necessidade de aprendizado. E realmente não é fácil  viver, e como eu costumo dizer: não é fácil ser gente! Depois que ele se foi, parece que a felicidade plena ficou lá naquele tempo em que eu era criança e não entendia a dor da perda. Vai ver que é por isso que quando somos jovens, achamos nossos pais tão antiquados. É por que não sabemos o quão fundo é o buraco que fica, quando alguém que amamos tanto vai embora cedo demais.

Vinícius Soares Ceravalo (meu primo) e eu no casamento da minha irmã em julho de 2010.


Considerações finais: Depois que ele se foi, eu encontrei o meu amor. Por tanto tempo esperei encontrar um homem fantástico, que eu cheguei a acreditar que não existia. Talvez eu o tenha encotrado, por que depois de toda a dor eu me tornei uma pessoa melhor, merecedora de um amor de verdade.